Wagner Padua

O Estado deve ser mínimo o suficiente para exercer seu papel regulador, exigindo um custo mínimo para seu funcionamento. Para isso, é fundamental:

  • Diminuir o número de secretarias, ministérios, autarquias, etc. Esses órgãos, um vez mais enxutos, se tornam mais eficientes e menos burocráticos, sendo capazes de focar suas ações e serem mais produtivos
  • Privatizar a maioria, se não todas as empresas públicas. Empresas estatais são caras, ineficientes, menos produtivas e são uma enorme fonte de corrupção e de “cabide de empregos” para políticos.
  • Rigor total quanto aos gastos públicos, onde o foco maior é o gasto com a previdência. É preciso corrigir, o mais rápido possível, as distorções no atual sistema de previdência, como o fim das desigualdades entre o sistema público e privado, fim da aposentadoria para políticos, igualar o teto de pagamento. Outro ponto é combater os super salários! O teto deve ser rigorosamente cumprido e um forte combate aos desvios e ao acúmulo de vencimentos deve ser instituído.
  • Fim dos privilégios a todos os servidores, como carros com motorista, auxílios extras que não sejam absolutamente necessários e que envolvam a atividade profissional

2 – O Estado deve ser o guardião das desigualdades sociais, promovendo inserção social e fomento e estímulo ao desenvolvimento humano dos menos favorecidos. Assim, saúde, educação e segurança devem ser o foco.

3 – Um Estado mínimo necessita de menos recursos, oriundos dos impostos, para se sustentar. Isso permitiria, no médio prazo, uma redução dos tributos. A carga tributária no país é conhecida como uma das mais altas do mundo. Isso nada mais é do que a transferência da riqueza da sociedade para um Estado ineficiente e incapaz de suprir as necessidades da população. Pagando menos tributos, a riqueza é parcialmente transferida para as pessoas e para a economia real. Mais dinheiro na economia fomenta o crescimento econômico e a redução das desigualdades, via distribuição de renda. O emprego, o trabalho digno é o único caminho real e verdadeiro de se transferir renda de forma definitiva. Mas para isso, é necessário um fortíssimo investimento em educação básica.

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